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terça-feira, 5 de junho de 2012

livro "Trabalho" de Sebastião Salgado

A feira do livro do Porto está montada, não tão impressionante como a de Lisboa mas à imagem da participação das várias entidades na cidade ...
Um dos livros que encontramos (e compramos) e que recomendamos é a 5a. edição de 2002, duma obra de 1993, da Caminho, na zona da Leya, que se pode comprar por 20 € durante a feira. Trata-se de uma obra integrada na exposição workers no Centro Cultural de Belém em Jumho de 1993 no Mês da Fotografia.
título : O Trabalho - Uma Arqueologia da Era Industrial"
autor(es) : Sebastião Salgado
400 páginas cerca de 27 X 33 cm cartonada, fotos de página inteira ou dupla página efetuadas em Brasil, Cuba, Ruanda, Reunião, Espanha, Itália, EUA, Bangladesh, Cazaquistão, China, Índia, Ucrânia, Rússia, Polónia, França, Indonésia, Kuwait e Inglaterra
"Este livro é uma prova de respeito pelos trabalhadores, uma despedida de um mundo de trabalho manual que lentamente vai desaparecendo e uma homenagem àqueles homens e àquelas mulheres que continuam a trabalhar como trabalharam durante séculos"
Sebastião (Ribeiro) Salgado é um economista brasileiro (com mestrado em 1967 e doutoramento em França em 1971 nesta área), nascido em Minas Gerais em 1944 que decidiu abraçar a fotografia como forma de documentar condições sociais desumanas normalmente a preto e branco. Diz-se que em 1970, a trabalhar como economista para a Organização Internacional do Café, apercebeu-se ao fotografar os cafezais africanos, que a fotografia retratava melhor a situação econômica local do que muitos estudos estatísticos e teóricos. Atualmente é provavelmente um dos fotojornalistas mais respeitado com inúmeros prêmios e exposições pelo mundo fora.

transcrevemos um artigo publicado na revista do Expresso em 19 Junho de 1993 sobre a exposição no CCB

"O fim de século como epopeia"
EXPRESSO/Revista de 19 Junho 1993
A AMBIÇÃO e o gigantismo do trabalho de Sebastião Salgado têm alguns (raros) precedentes, mas há um facto inédito na exposição que o Centro Cultural de Belém acolheu por iniciativa do Mês da Fotografia. É a primeira vez que em Portugal é possível ver uma obra de tal importância no momento exacto da sua divulgação mundial.
São 250 imagens em exibição e mais do dobro projectadas em dois diaporamas — uma das quatro edições (mais uma quinta abreviada) da exposição «Trabalho» (ou «Workers / La Main de l'Homme / Trabajadores», etc) em circulação simultânea por vários continentes. E ainda um livro publicado em português pela Caminho, com 395 fotografias e a excepcional qualidade de impressão assegurada pela co-edição internacional em oito versões nas oficinas de Jean Guenoud, na Suiça (Trabalho — uma Arqueologia da Era Industrial, 400 págs + separata de legendas com 24 págs., 19 950$00).
Tudo, nesta aventura de Sebastião Salgado, se afigura desmesurado: a década que decorreu desde a sua concepção, em 1982-84; os seis anos de deambulação por vários continentes, entre 1986 e 91; a difusão mundial das diferentes reportagens disputada por revistas e jornais de inúmeros países, incluindo o EXPRESSO, que as publicou em destacáveis da «Revista» entre 26 de Outubro e 7 de Dezembro de 1991; a mobilização das maiores instituições dededicadas à fotografia, a Magnum, a Kodak, a Fundação Aperture, de Nova Iorque, o Centre National de la Photographie, de Paris (sem esquecer a sua mulher, Lélia Wanick Salgado, a imprescindível directora de toda a operação); e, por último, o êxito de público que acompanha esta exposição (mais de 25 mil pessoas em Paris, nas primeiras três semanas).
Mas esta superprodução fotográfica não é construída apenas sobre um efeito de quantidade, mesmo que esta lhe seja essencial: Salgado quis estabelecer um panorama do estado do mundo à beira do fim do século — «Estas imagens, estas fotografias, são o registo de uma era, uma espécie de arqueologia de um tempo que a história conhece pelo nome de Revolução Industrial. Um tempo no qual o eixo central do mundo estava naquilo que estas imagens registam: o trabalhador, a mão do homem» — e propor uma resposta para a situação que documentou — «Criar um mundo novo, revelar a nova vida, recordar que existe um limite, uma fronteira para tudo, excepto para o sonho humano. Moldar com as mãos o mundo, revelar com os olhos a vida, recordar nos sonhos aquilo que virá».
O INVENTÁRIO, aqui, é também epopeia, o inquérito é também manifesto, mas exaustivamente fundamentado pela formação de economista de Sebastião Salgado (nasceu em Aimores, Minas Gerais, em 1944; estudou direito durante um ano e depois economia; fez o mestrado nas Universidades de São Paulo e Vanderbilt, USA, 1968, e o doutoramento em economia agrária pela U. de Paris, 69-71; trabalhou em Londres para a Organização Internacional do Café, 71-73, antes de enveredar pelo foto-jornalismo e de fazer em Portugal, em 1975, a «escola de fotojornalismo»). A sua obra é um último apelo para mudar o planeta: é um discurso globalizador sobre um mundo apreendido como um eco-sistema ameaçado. Entre a mão e o sonho, porque «a história do ser humano é a história da perseverança» e porque «não existem sonhos solitários». Dir-se-ía que o Trabalho, título da edição portuguesa, é a revisão necessária de outro livro fundador, O Capital.
No terreno da fotografia, é a um recentramento da sua história e da sua eficácia que se assiste. A fotografia mostra, é um admirável instrumento de observação do real, desde, por exemplo, o projecto de Edward S. Curtis para fixar o retrato da América índia em extinção, entre 1900 e 1930, ou da campanha para a Farm Secutity Administration, 1935-41 — é, aliás, com os maiores projectos colectivos da história da fotografia que se mede a actividade de Salgado. E deve fazê-lo com a máxima perfeição formal possível para ser a evidência de uma verdade total, em que se inscreve desde logo a vontade da mudança: «Seria um crime apresentar uma fotografia mal composta, era como violar a fortaleza desta gente. A preocupação estética é para se compreender melhor o problema social», dizia na entrevista publicada por Jorge Calado no EXPRESSO de 13/4/90, a propósito de Autres Ameriques (86).
De facto, a todos os discursos sobre o excesso de imagens e a indiferença nascida da simultânea mediatização de todos os lugares, Salgado responde também pelo excesso: de imagens nunca vistas, de visibilidade em cada um dos seus fotogramas, de energia e dignidade das personagens da sua epopeia, de concentração de multidões em movimento nos 35 milímetros de película impressionada a 1/250 de segundo.
Não é o único caminho da fotografia, mas por vezes, como aqui, é possível reconhecê-lo como o caminho decisivo. Sabendo-se que a sua eficácia reside não na «pureza» do meio (a ideia de «fotografia pura» é um vestígio de debates de outros tempos), mas na determinação, no saber e na emoção de um olhar. E na solidez de um projecto maduramente concebido («Para ele não há momentos decisivos, apenas vidas decisivas e por isso fotografa 'com toda a sua cultura e toda a sua ideologia'», J. Calado, EXPRESSO, 26/10/91).
É TODO um atlas da sobrevivência do trabalho manual no mundo de hoje que Salgado estabelece: as agriculturas extensivas da cana-de-açucar no Brasil e em Cuba, do chá no Ruanda, do tabaco em Cuba e dos perfumes na ilha francesa da Reunião; depois, a pesca tradicional, na Galiza e na Sicília (o atum), e um matadouro no Dakota do Sul; a seguir, mais largamente, as indústrias, com os têxteis no Bengladesh e no Casaquistão, as bicicletas na China, motoretas e motos na Índia, automóveis na Ucrânia, Rússia, Índia e China (onde são ainda os homens que trabalham e não robots como nas fábricas dos países mais desenvolvidos), os estaleiros da Polónia e da França, logo seguidos pelo seu oposto grotesco, o desmantelamento de navios nas praias do Bengladesh, e as indústrias extractivas, titânio e magnésio no Cazaquistão, aço em França e na Ucrânia, com uma deriva pelos caminhos-de-ferro em França, e ainda o minério de ferro, novamente no Cazaquistão. E a viagem continua com as descidas aos infernos do carvão na Índia, do enxofre na Indonésia, do ouro na Serra Pelada, Brasil. Depois é o mundo do petróleo, com as plataformas marítimas de Baku e a operação de controlo dos poços do Kuwait, no final da guerra. Por último, os grandes desafios que mudam a superfície da terra, o Eurotúnel da Mancha, a barragem de Sandor Sarovar e o canal Rajasthan, ambos na Índia.
Cada um destes tópicos conta uma história e condensa um filme no tempo necessário: dos planos gerais da paisagem alterada passamos ao plano aproximado das mãos que trabalham, conhecemos os gestos repetidos, o esforço e o descanso de homens, mulheres e crianças. Há retratos que se destacam, de olhos nos olhos, e há grupos que se formam, talvez para a despedida do fotógrafo que viveu demoradamente com os trabalhadores em cada um dos lugares visitados. Num dos diaporamas pode assistir-se ao mais empolgante desfile de retratos que recordo, fixando aceleradamente os rostos, os corpos e os grupos de gente de todas as raças — é a humanidade que Salgado fotografa no que julgamos, à distância, ser apenas trabalho desumanizado e exploração (é também a mítica exposição «The Family of Man», de 1956, que Salgado refaz sozinho, mas sem as marcas do humanismo idealista que Barthes criticou nas Mythologies: é a história, a história do trabalho e da «perseverança», que está «no fundo» destas fotografias e não «a natureza, as suas 'leis' e os seus 'limites'».)
SEBASTIÃO Salgado não podia saber que o tempo do seu trabalho (86-91) ía ser o mesmo da derrocada dos «socialismos reais». No entanto, a obra que construíu, sobre as supostas fronteiras políticas, a Leste e a Oeste, é, agora, a mais formidável resposta de esquerda ao desabar das esperanças de largos sectores das classes trabalhadoras e, num mesmo processo convergente, das concepções políticas libertadoras que assentavam nas condições do trabalho nascidas com a Revolução industrial.
A classe operária clássica, cujas condições de exploração teriam proporcionado a tomada de consciência do seu poder colectivo, dissolve-se, na Europa, num processo de terciarização crescente das economias mais desenvolvidas. Os poderes que se ergueram em seu nome, usurpando-o como miragem messiânica ou ficção despótica, desmoronaram-se por toda a parte. O que resta do trabalho? O que fotografa Sebastião Salgado. A dignidade, a força física, a vontade de resistir, o sonho.
A seu modo, ele refaz uma última Internacional («neste fim de século, que viu desmoronar o marxismo de estado, Salgado realiza fotograficamente o impossível: a reunião, pela última vez, dos proletários de todo o mundo», escreveu Jorge Calado, EXPRESSO, 26/10/91), irmanando os trabalhores ocupados nas mono-culturas que alimentam o Primeiro e o segundo Mundo, com os das grandes unidades industriais que utilizam a mão-de-obra intensivo do Terceiro Mundo (a transferência das indústrias pesadas e poluentes para fora dos países desenvolvidos) ou com as empresas faraónicas votadas à conquista da sobrevivência, como a construção dos canais de irrigação na Índia.
Salgado fotografa a permanência de práticas produtivas inalteradas desde há séculos (o açucar, as pescas), que sobreviveram às concepções simplistas do progresso, mas não descrê da mudança: para ele, «a crescente automatização de indústrias no mundo superdesenvolvido reflecte a materialização do conhecimento da espécie humana como um todo e de sua evolução».
Por outro lado, as suas fotografias são, num território cultural habitado pela ideia de catástrofe de fim de século, um olhar apostado no futuro. A produção artística que ocupa actualmente o lugar mais visível, na cena americana ou na recém-inaugurada Bienal de Veneza, por exemplo, toma como ideia central a crise económica, a ameaça da doença (a sida), um terror sem identidade ou explicitamente resultante do recrudescimento dos confrontos com a pobreza, com as minorias étnicas, com os novos autoritarismos; e nessa amálgama imprecisa de ocasiões terminais é também a reedição da ideia do fim da arte que em simultâneo se exercita no interior fechado do «mundo da arte».
Sebastião Salgado trabalha contra a corrente. O retrato global que estabelece é, também, o de um mundo ameaçado, pela exploração desenfreada e o desilíbrio fatal entre os que têm acesso ao consumo e os que sobrevivem cada vez mais perigosamente («O Planeta dividido, sempre. O Norte em uma nova crise: a do excesso. O Sul, cada vez mais mergulhado na de sempre: a carência»). Mas ele mostra-nos que ainda há tempo, que ainda há lutas possíveis, e estabelece, nas suas fotografias e nos seus textos, direcções necessárias — a leitura paralela das suas longas legendas informativas é essencial. Com uma visão ecológica da História («a trajectória do bicho-homem, o que se adapta, o que sobrevive, o que crê. O que resiste, se preserva»), ele aposta nas mãos que trabalham e nos efeitos libertadores da desaparição do trabalho manual explorado. E nas possibilidades de regeneração do planeta («o cio da terra, o mais fecundo»).
SALGADO mudou a natureza do foto-jornalismo, ou criou um outro modelo de intervenção, mais amplo ainda do que o ensaio fotográfico como o praticava W. Eugene Smith (1918-1978). Evitando as armadilhas do espectacular e do moralismo, e em especial mudando o conceito de tempo («desenvolveu-se na imprensa um conceito terrível que é o do imediato, e com a televisão o de super-imediato», dizia numa entrevista de 1986, Patrick Roegiers, «Le Monde»).
Cada reportagem de Salgado significa entre quatro semanas e quatro meses de permanência num mesmo local. «Para realizar uma fotografia preciso de tempo, de conviver com as pessoas. Chega o momento um que você já não incomoda ninguém. A fotografia muda de sentido e passa a ser parte da vida. É essa a riqueza. A câmara é um instrumento de relações humanas» (EXPRESSO, 13/4/90).
Depois de Trabalho, Sebastião Salgado já tem planos para um nova epopeia — o que não o impediu de ter cumprido há poucas semanas a encomenda para, durante alguns dias, retratar a cores o presidente Clinton. As grandes deslocações da população do globo, nas regiões áridas de África, do Leste europeu para Ocidente e do Sul para a Europa desenvolvida, nas fronteiras do México, na Ásia, serão o tema desse projecto igualmente desmesurado, com o nome provisório de «A Travessia» ou «O Homem da Travessia».   

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Joe Mcnally - 13 erros a evitar quando fotografamos


todas as fotos deste post são da autoria de joe mcnally

os americanos são pródigos em regras, os portugueses gostam mais do improviso ...

joe mcnally é um dos fotógrafos americanos contemporâneos mais reconhecido, uma das "100 most important people in photography" (American Photo), tem fotografias suas como capa de prestigiadas revistas bem como vários trabalhos para a National Geographic, é autor de vários livros um dos quais é o "Guia de Fotografia Digital" publicado pela LIFE, entidade que recentementemente publicou no seu site uma receita de mcnally com dicas de 13 erros comuns a evitar quando se fotografa :

1-Não tire apenas uma foto. Tire muitas! If it was exciting enough for you to put your camera to your eye to shoot a couple of photos, then it's probably exciting enough to shoot 20, or even 200. Remember: When you're shooting digital, pixels are free.

2-Quando fotografar pessoas, relacione-se com elas. Don't hide behind the camera. Get out from that cubbyhole behind the lens where it's warm and dark and you feel hidden, and get out there in that vulnerable zone in front of the lens. Share and participate in the adventure with your subjects. Let them know they are in good hands, and this is important to you, and because you're going to work really hard to produce a good picture, it will become important to them, too. Remember, if you're not confident -- if you're visibly uncomfortable -- they will be too. Above: 1996 Olympian U.S. Water Polo team: Rick McNair, Alex Rousseau, Chris Humbert, and Chris Duplanty, photographed by Joe McNally.

3-Não parta do princípio que as melhores imagens são feitas no Bali ou na Antártida. There are good pictures right under your nose. Shoot what and who you love. And shoot what's easily accessible. If you constantly think you have to climb mountains or jump out of airplanes to get good pictures, it will become an impossible chore to pick up your camera.

4-Lembre-se, a câmera é aenas uma máquina. Your camera does not have feelings. It is not a sensitive creature that needs to be coddled. Don't treat it like a fragile bauble. Treat it like the machine and tool it is.

5-Tente não fazer fotos ao ar livre com sol desagradavelmente forte. The sun is a big dog, and you don't want to fight with the big dog.

6-Não tire todas as fotografias ao nível dos olhos. Get high. Get low. Climb on top of something. Lie down. Get a different perspective.

7-Se quer que as suas fotos sejam melhores… coloque-se em frente de coisas mais interessantes.

8-Faça bem, na câmera. Don't say "I'll fix that later." Photoshop is not a hospital for terminally wounded pictures. Work hard in the field to master the camera, the lens, and the techniques of shooting. Unless you enjoy feeling like a mushroom, sitting for hours on end in your dark basement in front of a glowing screen trying to somehow meld the exposure from frame 101, the composition from frame 209, and the expression from frame 333 of your latest outing -- work hard to get it right when you shoot the shot.

9-Mexa-se! Faça zoom com os seus pés. Don't stand there with all the energy and dynamism of a house plant. Move! The world moves, constantly. You must move with it. Zoom lenses are nice, but they can never replace your legs.
10-Ande com uma câmera! As famed photographer Jay Maisel says, it's hard to take pictures without one.

11-Não use as configurações de ontem. Remember: "Zero out" your camera every day before you begin shooting with it. You know, like when you programmed ISO 32,000 into the camera because you were shooting in a coal mine? Or when you set the exposure for 90 seconds because you were shooting outdoors at midnight? Each day, reprogram to a normal baseline, and go from there.

12-Não se esqueça de tirar a tampa da lente. You laugh now -- but you'd be amazed how often photographers, of all stripes, make this most basic of all mistakes.

13-Finalmente: divirta-se! Taking pictures is not brain surgery. Enjoy yourself out there.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

tf23 - «Fotografar ao longo do tempo: fotografia Timelapse»


tema : «Fotografar ao longo do tempo: fotografia Timelapse»
orador : António Morais
quando : 03 de junho de 2009 - 4a. feira pelas 21h30
onde : universidade católica do porto - pólo da foz - rua diogo botelho 1327, auditório A1
preço : entrada livre
"Hoje em dia graças às câmaras digitais (fotográficas ou de vídeo) é relativamente fácil e acessível realizar uma sequência temporizada de fotografias que se pode facilmente converter num vídeo ou animação, com grande impacto, que pode ser usado para fins meramente recriativos ou mesmo com intuitos mais sérios de estudo científico de fenómenos naturais ao longo do tempo.
Nesta Tertúlia mostrar-se-ão exemplos de timelapses e discutir-se-ão, de modo acessível a todos, técnicas que permitem a qualquer fotogógrafo, iniciado ou avançado, produzir este tipo de media."
"Todos os interessados desde já convidados "

sexta-feira, 29 de maio de 2009

tf22 - porto "sessão de encerramento do II ciclo Fotografia na Arquitectura"


tema 1 : "Origem e evolução da Leica - Origem e evolução da Fotografia em 35mm"
quando : 01 jun 2009 18:00
por / com : arqº António Madureira
tema 2 : Debate sobre Fotografia de Arquitectura com base nos 10 trabalhos finalistas do Prémio FAUP de Fotografia de Arquitectura (ver post sobre os vencedores aqui)
quando : 01 jun 2009 19:30
por / com : Tereza Siza, Luís Ferreira Alves, Pedro Leão Neto, Tiago Casanova (moderador)
onde : porto - faculdade de arquitectura da universidade do porto (auditório fernando távora), via panorâmica s/n
preço : entrada livre
uma boa oportunidade para :
- quem não teve ainda oportunidade conhecer esta bela obra de arquitectura de siza vieira
- ouvir falar da mítica câmara que todos ambicionaram e que está por trás de muitas das fotos dos clássicos da fotografia
- perceber e discutir com o júri a atribuição do prémio de arquitectura
haverá ainda lugar à inauguração da exposição dos 10 trabalhos finalistas do prémio FAUP de fotografia de arquitectura e respectiva entrega do prémio e Inauguração da Exposição do Concurso GO PHOTO, que serão noticiadas em post autónomo

terça-feira, 26 de maio de 2009

tf21 - porto, ciclo de conferências/worshops "A Viagem como Enriquecimento Pessoal"


designação : A Viagem como Enriquecimento Pessoal
organização : campo aberto
por / com : António Sá
quando : entre as 21:00 e as 23:00 de
...................................................................05 de Junho: NATUREZA E MEIO AMBIENTE
...................................................................19 de Junho: POVOS E CULTURAS
...................................................................03 de Julho: A VIAGEM EM PORTUGAL
onde : porto - centro yantra - rua sacadura cabral 52
preço : as 3 conferências 25€ (sócios CA 20€), 1 conferência 10€ (sócios CA 8€)
inscrições : até 30 maio, em info@antoniosa.com ou pelo telefone 351 227346191

"Viajar é um acto lúdico e cultural que preenche sonhos, absorve economias, e nos faz sentir especiais. No entanto, o turismo pode ser também muito destrutivo, com implicações bem mais graves do que aquelas que as nossas mentes ansiosas querem sequer imaginar.
Porque e como viajamos nós, afinal? Somos pessoas realmente melhores à chegada do que à partida, ou estamos apenas mais felizes e bronzeados? E, sobretudo, que consequências para o destino após a nossa passagem?
Neste ciclo de três conferências, António Sá percorre e revela, numa viagem fotográfica cativante, diversos povos, culturas, espécies e habitats, recorrendo para isso às suas múltiplas experiências em diversas partes do planeta enquanto repórter independente.
Os participantes ficarão ainda conscientes de como a nossa atitude pode influenciar tão directa e drasticamente as regiões para onde decidimos viajar. Na mais pura inocência, tanto podemos estar a destruir uma floresta tropical, como a ajudar um casal carenciado a assegurar a escolaridade dos seus filhos - tudo depende da postura enquanto viajantes, e das escolhas que fazemos antes e durante a estadia.
Importa, por isso, estar equipado com uma dupla “bagagem”: um conhecimento mínimo dos aspectos ambientais, culturais e sociais da região em causa e uma mente suficientemente aberta para apreender novas realidades.
E precisamente porque saber viajar é saber ver, as imagens a projectar serão também explicadas do ponto de vista fotográfico, permitindo aos participantes a possibilidade de evoluir nos aspectos técnicos e estéticos desta forma de expressão artística, tão intimamente ligada ao próprio acto de viajar."

tf20 - "Como construir um estúdio fotográfico para todos os bolsos!"


tema : «Como construir um estúdio fotográfico para todos os bolsos!»
orador : Luís Bravo, António Morais e Nuno Magalhães
quando : 27 de maio de 2009 - 4a. feira pelas 21h30
onde : universidade católica do porto - pólo da foz - rua diogo botelho 1327, auditório A4
preço : entrada livre

"Nesta Tertúlia iremos apresentar sugestões, quer para os fotógrafos iniciados quer para os avançados, de vários tipos possíveis de mini-estúdios, acessíveis ao bolso de qualquer pessoa que se queira iniciar no uso de luz artificial. Alguns acessórios necessários poderá já ter em casa, outros poderá construir ou adquirir, mas tivemos o cuidado de procurar no mercado opções acessíveis em termos de custos… o resto é imaginação e criatividade."
"Todos os interessados desde já convidados, a presença é gratuita. "

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Guimarães - Oficina de fotografia de cena para jovens



data : 30 mai 14:30-18:30 e 31 mai 2009 10:00-14:H00 (total 8 horas)
integrado nos Festivais (de teatro) Gil Vicente de Guimarães que se realizam entre 04 e 13 junho local : guimarães. portugal, Espaço Oficina
público alvo : jovens dos 12 aos 15 anos
designação : OFICINA DE FOTOGRAFIA - UM ESPECTÁCULO DE FOTOGRAFIA
formador : Susana Paiva
preço : 10,00€
inscrições : até 25 maio, máximo 15 participantes, em http://www.ccvf.pt/ ou directamente no Centro Cultural Vila Flor

"Falar de fotografia de espectáculo é falar de uma disciplina tão vasta e complexa como o seu objecto – um caleidoscópio de práticas e metodologias transversais que abarca todas as possíveis especializações fotográficas. Da arquitectura do efémero ao retrato dos actores e criativos, passando pela fotografia de espectáculo, se espelha na perfeição essa forma de Arte Total que está longe de se esgotar na fotografia de cena.
Instrumentos de captação do real, as máquinas fotográficas são também poderosas ferramentas de construção de artifícios. Na oficina “Um espectáculo de fotografia” pretende-se desconstruir o real observável e, através da apropriação de imagens fotográficas familiares a cada participante, extrapolar do valor documental da fotografia para o valor ficcional e narrativo que as mesmas também encerram.
Este é um atelier criativo onde a partir de memórias pessoais, verdadeiras ou reinventadas, se constroem novos universos imagéticos recorrendo para isso à projecção de imagens e a ferramentas de edição digital."

sábado, 23 de maio de 2009

PhotoEspana2009 - Madrid, Cuenca e Lisboa


data : 03 de junho a 26 julho 2009
onde : madrid espanha, passeo de la castellana,
..........cuenca espanha com OpenPhoto embaixadas e instituições de 8 países,
..........alcala de henares com as oficinas de fotografia de campus PHE e
..........lisboa, museu berardo, exposições anunciadas no post seguinte
PhotoEspaña é um festival internacional de fotografia e artes visuais que se realiza desde 1998, sendo actualmente o maior mais popular evento cultural de espanha e um dos mais importantes do mundo. O tema deste ano, é "Lo Cotidiano", funcionando como eixo conceptual de um vasto programa em que se inclui as exposições no museu berardo anunciadas no post seguinte.
Esta XII edição contará com 72 exposições das quais 31 da Secção Oficial com projectos convidados, mestres e mostras históricas, 6 noutras salas e 35 no festival Off com propostas dos galeristas de madrid num total de 248 artistas e criadores de 40 nacionalidades repartidos por vários museus e salas

para além das exposições :
- Descubrimientos que decorrem em Madrid, Lima e México e onde fotógrafos podem apresentar os seus portfólios a galeristas, comissários, críticos e editores e onde podem surgir novas oportunidades profissionais (inscrições para 2009 infelizmente já fechadas).
- Encuentros ou debates em torno da fotografia 04, 05 e 06 jun 2009 por Ferdinando Scianna

- Campus com oficinas de fotografia em Alcalá de Henares com Destaque para a presença de Stephen Shore, Roger Ballen, Alessandra Sanguinetti, Rosângela Rennó, Patrick Faigenbaum, Jim Goldberg, Ângel Marcos, Stefan Ruiz e Neil Stewart



.
.
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exposições em Madrid da sessão oficial (para além das duas no Museu Berardo em Lisboa) :



"Fotografias Pintadas" ................
Gerhard Richter ..............................

04 jun a 30 agos 2009 .....................
Fundación Telefónica ......................
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..


"Años 70, fotogafia y vida cotidiana"

colectiva

02 jun a 27 jul 2009

Centro Arte Teatro Fernán Gómez




"The Atlas Group (1989-2004)" .......
Walid Raad ............................................

02 jun a 31 ago 2009 ..............................
M. Nacional Centro de Arte Reina Sofia....




Sara Ramo
Sara Ramo

04 jun a 26 jul 2009
Real Jardín Botánico - espacio 1






1974-2008
Patrick Faigenbaum

04 jun a 26 jul 2009
Círculo de Bellas Artes - Sala Picasso









"En Las Agujas de estos Dias"
Jindrich Štyrský

04 jun a 26 jul 2009
Círculo de Bellas Artes - Sala Goya






"Escena Urbana"
Zaho Liang

04 jun a 26 jul 2009
Círculo de Bellas Artes - Sala Minerva









"Evidence"
Larry Sultan & Mike

04 jun a 26 jul 2009
Real Jardín Botánico - espacio 2





"Mirante"
Mauro Restiffe

02 jun a 26 jul 2006
Casa da América







"Nocturno ... (en Tiempo Real)"
Íñigo Manglano Ovalle

30 mai a 12 jul 2009
Matadero Madrid - Abierto X Obras









"Los Años Decisivos"
Dorothea Lange

04 jun a 26 jul 2009
Museo de Colecciones ICO




"Días de Gloria"
Sergey Bratkov

05 jun a 30 ago 2009
Comunidade de madrid - Canal de Isabel II




"Frontera de África"
Bartolomé Rós

05 a 30 jun 2009
Museo de Arte Contemporáneo





Ugo Mulas
Ugo Mulas

02 de jun a 26 jul 2009

BBVA / Sala de Exposiciones de AZCA



"Vida de Un Fotógrafo 1990-2005"
Annie Leibovitz
18 jun a 06 set 2009
Comunidad de Madrid / Alcalá 31





"Horizonville"
Yann Gross


05 jun a 26 jul 2009
comunidad de madrid / complejo el águila







"Descubrimientos PHE"
colectiva


05 jun a 26 jul 2009
comunidad de madrid / complejo el águila





"Resiliencia"
colectiva

04 jun a 20 set 2009
Instituto Cervantes


quarta-feira, 20 de maio de 2009

tfnn - Porto - "Profundidade de Campo para todos ou como dosear a nitidez da imagem"


tema :«Profundidade de campo para todos ou como dosear a nitidez da imagem»
orador : Luís Bravo
quando : 20 de maio de 2009 - 4a. feira pelas 21h30
onde : universidade católica do porto - pólo da foz - rua diogo botelho 1327, auditório A4

"Esta Tertúlia tem uma parte prática, pelo que recomendamos que todos tragam a sua câmara reflex digital, para experimentar as técnicas que irão ser abordadas.
A nitidez (em profundidade, daí se chamar de “profundidade de campo”) mais que um resultado do acaso pode, se bem compreendido, ser transformado numa das mais poderosas ferramentas de criatividade na fotografia.
Nesta Tertúlia vamos discutir alguns aspectos práticos deste fenómeno, que diferenças há nas câmaras digitais vesus analógicas (película), como controlar este parâmetro e desmistificar muitos dos conceitos errados associados a este parametro.
Tópicos:
Como calcular a profundidade de campo numa Câmera Reflex Digital. Que parâmetros a influenciam (em lingugem que todos entendam!). Como pré-visualizar a prof. de campo. Tabelas e softwares de cálculo de prof. de campo. Focagem no ponto hiperfocal e com o determinar em termos práticos. Softwares para extensão da prof. de campo ou “hiper-profundidade de campo”.
"Todos os interessados desde já convidados, a presença é gratuita. "

sábado, 16 de maio de 2009

Porto - Encontro Internacional "Territórios da Fotografia"



integrado no Festival de Fotografia Maioclaro II, organização da ESAP
integrado nas comemorações do dia dos museus no CPF
nota : neste dia as exposições no CPF estão abertas até às 23 :00
data : 18 maio a partir das 10:00
local : Porto - Centro Português de Fotografia (Sala do Tribunal)
preço : entrada livre
"Os Encontros Territórios da Fotografia pretendem promover a discussão e contribuir para uma reflexão sobre a Fotografia e as contaminações que esta implica, bem como reconhecer o contributo da Fotografia na reinvenção de critérios artísticos.
Apresentando-se a Área das Artes Visuais, como um vasto campo de cruzamento de saberes e competências diversas, pretende-se compreender e analisar o campo de acção da Fotografia e destacar a interacção relacional das várias disciplinas no modo de fazer e pensar a prática fotográfica."
Miguel Fematt - Mayo-Junio Fotográfico de Xalapa México
Territórios da fotografia mexicana contemporânea
Ulrich Haas-Pursiainen - Festival Backlight Finlândia
Territórios da fotografia finlandesa contemporânea
Rui Prata- Festival Encontros da Imagem Portugal
Raízes da fotografia portuguesa contemporânea
com moderação Ângela Mendes Ferreira
*actividade apoiada pelo Centro de Estudos Arnaldo Araújo

Outras iniciativas dentro do âmbito conjunto do MaioClaro e do dia dos Museus no CPF
data : 18 maio 14:00-17:00
local : Porto - Centro Português de Fotografia (Sala do Tribunal)
preço : entrada livre
Showroom de Equipamento Profissional (COLORFOTO-EPSON)

data : 18 maio 15:00-16:00
local : Porto - Centro Português de Fotografia (Pátio dos Presos)
preço : entrada livre

Atelier de retoque e restauro de fotografia por José Oliveira (ex-Foto Invicta) e leitura onírica de textos do livro Câmara Clara de Roland Barthes

data : 18 maio 16:00
local : Porto - Centro Português de Fotografia (sala de reuniões)

preço : entrada livre
Visita guiada por Nuno Miranda à exposição "Not From Concentrates"

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Instante Decisivo (Henri Cartier-Bresson)


"Para mim a fotografia é o reconhecimento simultâneo, numa fracção de segundo, do significado de um acontecimento assim como da organização precisa das formas que dão a esse acontecimento a sua máxima expressão."
Henri Cartier-Bresson
Se um génio pode ser definido pela fragilidade de um momento, somente na forma de um instante decisivo se suporta tamanha pretensão. Henri Cartier-Bresson imortalizou-se com um desses fragmentos raros que os deuses permitem aos intrépidos. Em 1932, fotografou um homem a saltar sobre uma poça de água, atrás da Gare de Saint-Lazare, no coração de Paris. A figura projecta-se na apática corrente líquida e a duplicidade que assume induz o olhar para o pé que quase toca na água. Assim, a expressão que teoriza a obra de Bresson, surge no paralelismo que se estabelece entre o salto do homem e o cartaz ao fundo, onde se vislumbra uma eventual bailarina num esforço físico análogo. A redundância aparente, qual figura de estilo deste poema que Bresson capturou, dá lugar à inevitabilidade.
Se a fotografia deixa o enredo suspenso, a sensibilidade traça-lhe o epílogo e consequentemenete encontro entre o reflexo e o corpo.
Cartier-Bresson traduziu estas ideias pelo conceito de "instante decisivo". Este conceito coloca no olhar e na relação entre o instinto e o racional toda a problemática da fotografia. Essa atenção para o sentido oculto da realidade e para a transmutação fotográfica das coisas relaciona-se com o legado surrealista, que ele sempre assumiu.
(Se pensando em mim te lembras de Anne Geddes, ao pensar em ti só me posso lembrar do grande BRESSON..)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Porto - "Fotometria: como medir a luz e nunca falhar na exposição correcta" - tertúlias da católica


Tema:«Fotometria: como medir a luz e nunca falhar na exposição correcta» – oradores: Luís Bravo.
quando : 13 de maio de 2009 - 4a. feira, pelas 21:30
onde : universidade católica do porto - polo da foz - Rua Diogo Botelho, 1327, auditório A1
oradores : Luís Bravo
tema : «Fotometria: como medir a luz e nunca falhar na exposição correcta»
"Esta Tertúlia tem uma parte prática, pelo que recomendamos que todos tragam a sua câmara reflex digital, para experimentar as técnicas de medição que irão ser abordadas.
A exposição incorrecta de uma imagem é o erro técnico mais frequente, apesar de todas as evoluções técnicas das câmaras com os seus automatismos. Aprenda, em modos simples e acessíveis, como medir e regular a luz na sua câmara, de modo a tomar controlo total da exposição em situações críticas em que tal se torna necessário.
Tópicos:
Como medir a luz sem ser afectado pela cor do tema. O que são histogramas e como funcionam. Como visualizar e analisar um histograma. Como usar um alvo cinza a 18% na medição de luz. Medição de luz incidente versus medição de luz reflectida. Influência da exposição no balanço de brancos.
Todos os interessados desde já convidados, a presença é gratuita."

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Porto - Imagens HDR (High Dynamic Range) desmistificada - tertúlias da católica


quando : 06 de maio de 2009 - 4a. feira, pelas 21:30
onde : universidade católica do porto - polo da foz - Rua Diogo Botelho, 1327, auditório A1
oradores : Luís Bravo e António Morais
tema : «Imagens HDR (High Dynamic Range) desmistificadas»

"O HDR é um tipo de imagem produzido a partir de fotografias. Representa uma maneira de ultrapassar o limite técnico dos sensores das câmaras, mas também de obter um estilo de imagem, principalmente quando aplicado a fotografia de paisagem. Mas o HDR também é uma técnica com aplicação a funções mais “sérias”, como em certas áreas científicas ou de ilustração.
Nesta tertúlia serão mostrados exemplos de imagens HDR aplicadas a diferentes motivos e tipos de fotografia; ensinar-se-ão a realizar este tipo de imagens, de uma forma acessível a todos os fotógrafos, sejam principiantes ou avançados, que nunca tenham experimentado este tipo de técnica.
Em bom ambiente de tertúlia, discutir-se-á no fim vantagens e inconvenientes deste tipo de imagem, em que tipo de aplicações têm o seu papel ou mesmo se se pode falar neste caso de “fotografia” ou numa “imagem de síntese”, compósita que é pela sua natureza. (...)

Todos os interessados desde já convidados, a presença é gratuita."

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Braga - encontros da imagem 2009



- exposições (ver posts autónomos seguintes) de 01 a 31 de maio de 2009
- leitura crítica de portfólios - 15 e 16 maio 2009 no museu d. diogo de sousa, o melhor portfólio será exposto na próxima edição dos encontros
- oficinas :
*** Fotografias Panorâmicas (Paulo Fernandes) - 09 maio 2009 - 30 € Escola Profissional de Braga
*** Iniciação à Fotografia Preto e Branco (Rui Lourosa) 10 maio 2009 - 60 € IPJ Braga
*** A paisagem fotográfica enquanto paradigma: história, tempo, narrativa e lugar (Paulo Catrica) 15 e 16 maio 2009 - 100 € Mosteiro de Tibães
*** Fotografia Pinhole (Augusto Lemos) 16 e 17 maio 2009 - 60 € IPJ Braga
*** Fotografia de Retrato (Virgílio Ferreira) 22, 23 e 24 mao 2009 - 150 € Mosteiro Tibães
*** Fotografia Digital e Photoshop (Alberto Plácido) 23 e 24 maio 2009 - 80 € Escola Profissional de Braga
*** Suportes de Impressão Digital (André Cepeda) 30 maio 2009 - 30 € Fnac - BragaParque
- Image Rave Party's - 15 e 16 maio 2009 das 00:00 às 06:00 em Siga p’ra Bingo! - Centro Comercial Galécia
nestas festas serão projectadas ininterruptamente imagens de qualquer fotografo que queira enviá-las para www.encontrosdaimagem.com/imageraveparty ,
- no dia 23 de maio pelas 15:00 no museu d. diogo de sousa, Juan Fontcuberta, teórico e fotógrafo, questiona os milhões de imagens que diariamente se produzem
- haverá também ainda um ciclo de cinema fora do âmbito deste encontro
- percurso/concurso fotográfico (dia 09 maio 2009) para o público em geral e permite uma interpretação criativa da cidade de Braga, constituindo, paralelamente, uma experiência lúdica para todos os concorrentes. Durante um dia, são dados aos participantes cerca de 24 temas diversificados para fotografar, a produzir no centro histórico da cidade. Esta iniciativa tem por objectivo envolver o público em geral na actividade fotográfica promovida pelos Encontros da Imagem, bem como conquistar novos praticantes da fotografia. Os trabalhos daqui resultantes serão expostos no BragaParque, sendo seleccionados os melhores projectos, aos quais serão atribuídos prémios em equipamento fotográfico. 1° prémio: Canon G10 2° prémio: Casio FC100 3° prémio: Samsung FDIG EC-L201ZBB regulamento

Os Encontros da Imagem nascem em 1987 a partir de uma antiga associação ligada às práticas da fotografia e do cinema amador.
O acontecimento é reconhecido como um dos mais importantes festivais europeus, onde se têm confirmado e dado a conhecer alguns dos mais importantes criadores da arte actual.
O Tema: Fronteiras do Género
Ao longo da história da humanidade o papel interventivo da mulher na sociedade tem sofrido mutações diversas. Das sociedades matriarcais à crescente propagação do domínio machista, o papel activo da mulher estendeu-se desde a tradicional maternidade ao mundo do trabalho, quer enquanto colaboradora, quer como esteio de uma retaguarda.Num cenário mais vasto e recuado no tempo, observam-se nos séculos XVIII e XIX algumas tomadas de consciência da importância do papel da mulher no quadro socio-político, porém, são reivindicações avulso, que não resultam em qualquer movimento estruturante.Os finais dos anos 60 do século XX, e particularmente a década seguinte, assistem ao eclodir de movimentos organizados que reclamam uma paridade aos direitos do homem. Naturalmente, que todas essas tomadas de consciência se repercutem na criação artística, a qual diverge numa vasta multiplicidade de representações. A riqueza imanente das práticas artísticas femininas inviabiliza uma total representação dos seus discursos. Porém, estamos conscientes que, não obstante as dificuldades financeiras impostas, fomos acertivos ao desenhar uma programação consistente e representativa de autoras que utilizam a fotografia e o vídeo nos discursos feminismo/feminino, com maior evidência.